
Pus o meu sonho num navio
Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar
Depois abri o mar com as mãos
Para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
O vento vem vindo de longe
A noite se curva de frio
Debaixo da água vai morrendo
Meu sonho dentro de um navio
Chorarei quando for preciso
Para fazer com que o mar cresça
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça
Depois tudo estará perfeito
Praia lisa, águas ordenadas,
Meus olhos secos como pedras
E as minhas duas mãos quebradas.
Cecília Meireles
Um poema para os meus amigos que me deixaram os parabéns no dia 28 de Outubro
Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar
Depois abri o mar com as mãos
Para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
O vento vem vindo de longe
A noite se curva de frio
Debaixo da água vai morrendo
Meu sonho dentro de um navio
Chorarei quando for preciso
Para fazer com que o mar cresça
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça
Depois tudo estará perfeito
Praia lisa, águas ordenadas,
Meus olhos secos como pedras
E as minhas duas mãos quebradas.
Cecília Meireles
Um poema para os meus amigos que me deixaram os parabéns no dia 28 de Outubro



